domingo, 7 de dezembro de 2014

CHAVEIRO TROL - XERIFE


Esta talvez seja a maior preciosidade já apresentada neste blog. Trata-se de um chaveiro Playmobil feito pela TROL, no fim dos anos 70, dificílimo de ser achado hoje em dia. Não se sabe ao certo quantos deles foram produzidos, nem mesmo como eram distribuídos. Acredita-se que foram enviados como brinde às crianças que mandavam cartinhas para a fábrica (na época, não existia e-mail...), propondo ideias, sugestões ou até mesmo se queixando da linha de brinquedos. O fato é que jamais foram vendidos em loja.

O chaveirinho em questão, porém, não é meu. Foi arrematado por um grande colecionador espanhol que o encontrou num site de leilão aqui do Brasil. Para facilitar a transação internacional, o amigo europeu me contactou e pediu que eu o comprasse, para depois enviá-lo ao Velho Continente, onde tais itens brasileiros são muito admirados.

Não costumo revelar os valores envolvidos, mas digamos que essa peça saiu por um preço bastante justo, equivalente a duas caixas de Special Plus, daquelas que se encontram nas lojas. O boneco tem as mesmas dimensões dos demais (7,5 centímetros) e reproduz os mesmos movimentos de braços, pernas e cabeça de qualquer Playmobil. No lugar da estrela do xerife, traz no peito o logotipo da fabricante TROL. Outras figuras clássicas foram transformadas em chaveiros na mesma época, como o policial, o banqueiro e o mexicano, sempre com o símbolo da empresa no peitoral.

Enquanto o xerife passa uns dias comigo, pretendo tirar o maior número de fotos possível e catalogá-lo com o devido zelo. Afinal, representa um pedacinho da história da indústria nacional de brinquedos, que em breve vai se juntar a uma coleção do outro lado do oceano.




 


Chaveirinho Playmobil da TROL: quase 40 anos de história 
Llavero Playmobil brasileño: casi 40 años de historia
Brazilian Playmobil keychain: almost 40 yaers of history



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sábado, 29 de novembro de 2014

O VIAJANTE CHEGOU


Com muita alegria recebi este mês um pacote vindo direto da Alemanha. Dentro dele, o boneco Tim, o viajante - o qual já havia apresentado neste blog em em junho deste ano. Trata-se de uma figura Playmobil criada para rodar o mundo inteiro nas mãos de colecionadores e que, agora, chegou para ficar de vez no Rio de Janeiro.

Junto com o pacote, um simpático cartão com texto em inglês: "Olá, Carlos Alberto. Agradecemos novamente sua participação na campanha Playmobil Around the World e suas ótimas fotos com Tim. Receba seu exemplar pessoal do Timmy como um pequeno presente. Saudações". O cartão é assinado pela gerente de Comunidades de Mídias Sociais da Geobra, Sandra Bock.

Aos poucos, todos os colecionadores que se inscreveram na promoção e recepcionaram o boneco em suas cidades estão recebendo os brindes em casa, ao redor do planeta. Creio que, aqui no Brasil, será apenas meia dúzia de figuras em mãos de amigos associados ao Playmobil Collectors Club. É possível que o bonequinho venha a ser comercializado futuramente na linha regular da Geobra, mas a fabricante não divulgou informação a respeito.

Ainda nem tirei Tim de seu saquinho original, mas seguramente vou me divertir muito com mais esta preciosidade na minha coleção!



Tim, o viajante... enfim encontra seu lar
Tim, el viajero... por fin encuentra a su hogar
Tim, the traveller... eventually gets home



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sábado, 15 de novembro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - PRORROGADA


Diante do enorme sucesso de público, a exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos” foi estendida até 14 de dezembro no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Organizada pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil, a mostra celebra em alto astral o aniversário de 40 anos do nosso brinquedo preferido. De acordo com o museu, o evento atraiu mais de 10 mil visitantes antes mesmo de completar 30 dias em cartaz.

São cerca de 300 metros quadrados dedicados à história do Playmobil, desde seu nascimento em 1974, na Alemanha, até os dias atuais. Painéis gigantes contam a evolução do brinquedo ao longo das quatro décadas no Brasil e no mundo. Caixas raras nacionais ocupam as vitrines ao lado das últimas novidades da Europa. Onze dioramas recriam cenários clássicos, como uma cidade do Velho Oeste e a conquista do espaço sideral, passando pela magia do Circo e o Mar dos Piratas. A cidade moderna – com suas praias, parque de diversões e o vaivém do trânsito – também é retratada em detalhes.

O destaque desse ano é o 4° Salão de PlaymoArte – onde fotógrafos e artistas plásticos de todo o país mostram suas criações tendo como inspiração o sorridente bonequinho. Ali estão obras de Heberth Sobral (artista carioca, assistente do premiado Vik Muniz), Rodrigo Pereira e Lela Vianna Valério (com suas intervenções urbanas, como as “cabeças Playmobil”), Carolina Garcia (jovem pintora carioca) e Louis Vasconcelos (ilustrador digital de Fortaleza); além dos fotógrafos Juliano Zanotelli (Florianópolis), Otavio Vicentini (Itapira, SP), Marcos Rossetton (docente e stylist de moda de São Paulo, com intervenções de fotos bordadas em tecido), Júnior Nascimento (Rio), André Vezo (Rio), Bruno Monnerat Campos (Rio), Fernanda Araújo (Pouso Alegre, MG) e Maria Moysés (Belo Horizonte, internacionalmente conhecida por seu trabalho “iloveplaymo” no Instagram).

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio, e abre de terça a domingo. O ingresso custa R$ 8 (oito reais) de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca. Crianças até cinco anos de idade e idosos acima de 65 anos não pagam ingresso, assim como alunos e professores das escolas públicas. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros entre 60 anos e 65 anos pagam a metade do valor.


Serviço:
Exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Marechal Âncora, sem número (próximo à Praça XV) – Centro – Rio de Janeiro
Data: de 17 de outubro a 14 de dezembro de 2014
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. O museu não abre às segundas.
Ingresso: R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca.
Meia entrada: Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos.
Gratuidades: Crianças até cinco anos de idade; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia; sócios do ICOM (International Council of Museum); e funcionários do IBRAM e do IPHAN.
Agendamento de excursões: (21) 3299-0360 ou pelo e-mail mhn.educacao@museus.gov.br
Colaborações para o evento: http://bit.ly/playnomuseu


Exposição no Museu Histórico Nacional vai até 14 de dezembro 
Exposición Playmobil en Rio de Janeiro sigue hasta el 14 de diciembre 
Playmobil exhibition stays in Rio until December 14th 



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domingo, 9 de novembro de 2014

COMPRAS RECENTES


Estas são as minhas mais recentes compras junto ao Playmobil Collectors Club (o Clube Mundial de Colecionadores), que chegaram este mês de novembro. São três caixinhas de tema medieval, cada uma com sua própria história.

A maior delas, o item Geobra 5477, é a do cavaleiro com seu cavalo branco, conhecida no mercado internacional como Goldener Ritter Christopher. A primeira versão desta caixa foi lançada em 2005, para ajudar as vítimas do tsunami ocorrido no Sudeste Asiático no ano anterior. Uma porcentagem do valor da venda de cada caixinha na Europa era destinada a um fundo de assistência a crianças atingidas pelo desastre no Sri Lanka. O modelo inicial levou o código Geobra 3800. Anos depois, foi reeditado com o número 3699. O cavaleiro das fotos já é a terceira versão do brinquedo.

O boneco em si é charmoso e, embora a armadura não seja brilhante como a maioria dos colecionadores gostaria que fosse, é de um dourado envelhecido que lhe cai muito bem. Talvez haja um certo exagero nos enfeites de seu elmo: uma cabeça de unicórnio com plumas pretas e vermelhas... grandes demais, causaram-me alguma estranheza.

As outras duas caixas celebram os 40 anos de criação do Playmobil e foram distribuídas pela fabricante Geobra como brinde aos visitantes da Feira Internacional do Brinquedo de Nuremberg, em fevereiro de 2014. Somente agora foram postas à venda para colecionadores. Aproveitei a chance e me juntei à compra coletiva feita por integrantes do Fórum PlayBrasilmobil.

O boneco masculino é chamado de Cavaleiro Dourado (Golden Knight, Geobra 30791933), muito semelhante à figura mencionada anteriormente - mas com adorno de cabeça mais adequado. A figura feminina é a Princesa Dourada (Golden Princess, Geobra 30791943). Ambos ainda estão no saquinho em que vieram, pois ainda não os abri. Fica para um outro post...





Recentes aquisições: medievais Playmobil
Adquisiciones recientes: clicks medievales
Recent purchases: medieval clickies



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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - NA MÍDIA


Além do sucesso de público, a exposição "40 anos Playmobil - O sorriso mais famoso de todos os tempos" se consolida também como umas das que mais ocupam espaço na mídia. Jornais cariocas como O Dia (coluna Informe do Dia e Caderno Show & Lazer), O Globo (coluna Ancelmo Gois, coluna Parada Obrigatória e RioShow), O Povo (coluna Informe do Povo) e Metro (com chamada na capa) deram destaque à mostra organizada pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil. A revista Veja Rio e o Guia Oficial da Riotur também registraram a notícia.

Veículos online de expressão nacional como UOL, Folha Online e Portal UAI fizeram reportagens com fotogalerias do evento. Os blogs culturais do Jornal do Brasil (Quadrinhos) e do Globo (Liquidificador) também abriram espaço.

As redes de televisão não ficaram atrás. A TV Brasil elaborou duas reportagens sobre Playmobil: a primeira, tendo como foco a exposição de Dona Leopoldina; e a segunda, sobre os 40 anos do boneco. Na coluna semanal Diversão e Arte, do telejornal RJTV, da Rede Globo, o evento também foi citado, com imagens dos dioramas e dos visitantes. E a Globonews dedicou mais de 3 minutos em seu horário nobre de domingo, no Jornal das Dez, para uma bela reportagem de Joana Calmon.

Mais de 50 sites e blogs em todo o país também comentaram a exposição. Houve registros por toda a rede mundial, desde veículos dedicados à cultura e às artes até blogs feitos por pais e mães que compareceram ao evento e fizeram questão de deixar suas impressões na web, sempre positivas.

Fruto de uma estratégia de comunicação séria e bem elaborada, levada a cabo pelo Fórum PlayBrasilmobil, em parceria com a Letra 2 Comunicação, a exposição segue colhendo bons resultados. Quem ainda não pôde ir ao Museu Histórico Nacional conferir a mostra, tem até o dia 23 de novembro para curtir... e repercutir!






Exposição 40 anos Playmobil, no Rio: sucesso midiático
Exposición 40 años Playmobil: éxito en los medios de comunicación
Exhibition 40 years of Playmobil, in Brazil: success on the news




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terça-feira, 21 de outubro de 2014

HISTÓRIA DA ESTRELA


Celebrando os 40 anos do Playmobil e sua trajetória de sucesso no Brasil, retomamos agora a série iniciada em outubro do ano passado, quando apresentamos a história da TROL. Dessa vez, vamos falar da fábrica de brinquedos Estrela, num texto originalmente escrito em espanhol pelo historiador Gregorio Centeno (site Playclicks), com tradução e edição do jornalista Carlos Alberto Guimarães (Fórum PlayBrasilmobil).

Nasce uma 'Estrella'

No fim dos anos 20, a indústria de brinquedos no Brasil é praticamente inexistente. A produção nacional era escassa e a imensa maioria dos brinquedos encontrados nas lojas era importada, sobretudo da Alemanha, França e Estados Unidos.

No entanto, esta situação mudaria na década seguinte. Com a chegada ao poder de Getulio Vargas, em novembro de 1930, seriam assentadas as bases para a mudança da economia rumo a um modelo industrial. Coloca-se em prática um processo de industrialização do país que o permite ser cada vez menos dependente do exterior em matéria de bens manufaturados, com a produção nacional incentivada a partir do Estado. É aí que uma empresa radicada em São Paulo e dedicada à fabricação de embalagens de metal para alimentos e bebidas começa a fabricar em série brinquedos de latão. Estamos falando da Metalúrgica Matarazzo, que durante várias décadas criaria charmosos brinquedos sob a marca Metalma.

Junto à gigante Matarazzo, outras empresas de brinquedo menores tentavam abocanhar uma fatia do mercado paulista. Como a de Constatinto Tonatti, uma modesta fábrica especializada em bonecas de pano que, no início de 1937, atravessa um momento econômico complicado. De origem italiana como os Matarazzo, Tonatti não teve a boa estrela que sempre acompanhou aquela família, embora tenha batizado exatamente assim seu pequeno negócio: Manufatura de Brinquedos Estrella (com duas letras “L”, conforme a grafia portuguesa da época). Em junho daquele ano, após declarar falência, Tonatti venderia a empresa a Siegfried Adler.

Outra vez, um imigrante alemão fugindo da Alemanha nazista seria o protagonista da origem de outra grande empresa de brinquedos brasileira, a Estrela. Assim como Ralph Rosenberg, fundador da Trol, Siegfried Adler chegara ao Brasil também em meados dos anos 30 e se instalara em São Paulo. No entanto, a estratégia empresarial de cada um seria bem diferente. Enquanto Rosenberg cria a Trol a partir do nada, Adler decide começar a partir de uma base já existente, a pequena fábrica de bonecas de pano de Tonatti.

Durante os primeiros meses, já com Adler à frente dos negócios, mantém-se a produção de bonecas de pano, embora cada vez mais sofisticadas. Mas logo se iniciaria a fabricação de outros tipos de brinquedo, em metal e madeira. Os novos produtos são bem-sucedidos e a carteira de clientes da Estrela não parou de crescer. Em 1940, a variedade de bonecas e brinquedos de madeira já era considerável. Em meados desta década, o catálogo da Estrela incorporaria também trajes e armas do Velho Oeste, jogos de construção, patinetes, joguinhos educativos etc. Como se vê, a aposta de Adler nos brinquedos foi clara desde o primeiro momento, contribuindo de maneira decisiva para o que seria, anos depois, a grande indústria de brinquedos do Brasil. Em 1944, a empresa se torna sociedade anônima. Ao fim do mesmo ano, altera levemente sua razão social, passando de Estrella para Estrela.

A revolução do plástico

A chegada do plástico, encerrada a Segunda Guerra Mundial, marcaria a primeira grande revolução no setor de brinquedos. As bonecas de pano e os brinquedos de madeira seriam os mais afetados, embora a Estrela não deixasse de fabricá-los. Esses primeiros anos da Era do Plástico pegaram Adler um tanto desprevenido, ao contrário do que ocorreria com a Trol, que desde o princípio já contava com o maquinário necessário para fabricar brinquedos neste novo tipo de material. No caso da Estrela, durante algum tempo ela dependeu de uma empresa externa que produzia as peças de plástico. Contudo, Adler logo daria fim a essa situação, conseguindo para sua empresa o melhor e mais inovador maquinário, bem como os melhores materiais para a fabricação de seus brinquedos. Em 1950, a variedade e a qualidade das bonecas da Estrela era altíssima – algumas delas contavam com mecanismos e movimentos totalmente inovadores.

Em 1958, morre Siegfried Adler, deixando como legado uma empresa fortemente consolidada, com ações negociadas em bolsa e escritórios em todos os estados da Federação e em vários países da América e Europa. Em 1964, tendo concluído seus estudos nos Estados Unidos e após vários anos de formação em companhias de brinquedos daquele país, seu filho, Mario Adler, assume a direção da Estrela. Ele seria o encarregado de modernizar a empresa e de implantar uma estratégia de marketing, apostando desde o primeiro momento na presença em feiras internacionais. De fato, é o próprio Mario Adler quem comparece a elas. A partir dessas visitas e de negociações posteriores, chegaram ao Brasil diversos brinquedos de sucesso em outros países. Os produtos licenciados, aliás, sempre desempenharam um papel importante na estratégia empresarial da Estrela. 


Nos anos 80, a Estrela mantinha-se na vanguarda da indústria de brinquedos nacional. Ao sucesso alcançado nos anos 70 por sua Barbie e seu Falcon, se somariam agora os Comandos em Ação. A empresa foi ainda a pioneira na introdução de jogos magnéticos e eletrônicos. Em 1989, a Estrela abre sua própria fábrica na Zona Franca de Manaus, para onde destina a maior parte da produção de brinquedos de plástico.

A situação econômica desconfortável e o posterior desaparecimento da Trol em 1993 permitiram à Estrela adquirir algumas de suas licenças, como por exemplo, a do Playmobil. A Estrela deteria esta licença exclusiva até 1997, embora o último catálogo com novidades seja o de 1995. A produção do Playmobil era concentrada na fábrica de Manaus. Em 1997, ano em que deveria ser renovada a licença caso as duas partes assim concordassem, a Geobra comunicou à Estrela que preferia que esta deixasse de produzir o Playmobil e passasse a importá-lo. Isto representava maiores custos para a Estrela, que decidiu não aceitar as novas condições e, assim, não renovou o licenciamento. 

A invasão chinesa

A robustez da empresa, somada à estratégia de licenças com multinacionais do setor para comercializar com exclusividade alguns de seus brinquedos mais vendidos, permitiu à Estrela enfrentar com alguma segurança a década de 90, anos amargos para a indústria nacional de brinquedos. A drástica redução de tarifas de importação estabelecida pelo governo no começo dos anos 90 propicia a entrada maciça dos brinquedos chineses no mercado brasileiro. Incapazes de competir com os preços ínfimos dos produtos “Made in China”, muitas empresas se veem obrigadas a fechar as portas. Diante do risco de aniquilação da indústria nacional, o governo reverte o quadro em julho de 1996, introduzindo medidas protecionistas a fim de tornar o setor mais competitivo.

Contudo, a crise dos 90 também afetou a Estrela, provando ser necessária uma reestruturação que reduzisse custos e saneasse suas contas. Mario Adler decidiu confiar esta missão a Carlos Tilkian, executivo egresso da multinacional Gessy Lever, transformando-o no presidente executivo em julho de 1995. Coisas do destino, uma das medidas que teve de adotar foi a transferência de parte da produção para a China. Mas neste cenário, Adler já não se sentia tão à vontade, pois esta não era mais a sua Estrela. Em abril de 1996, Tilkian adquire 85% das ações da companhia e assume o controle.

Com filosofia e estratégia empresariais adaptadas ao século 21, Tilkian soube manter a Estrela no firmamento do mercado. Em 2012, a empresa celebrou 75 anos. Sua história faz parte da história do Brasil e da memória afetiva de todo colecionador. Seus brinquedos marcaram a infância de milhões de meninos e meninas que um dia já brincaram com as bonecas Pupi, Gui Gui, Susi, Sapequinha; com o Banco Imobiliário, o Autorama, o Falcon, os Comandos em Ação... e, claro, com o Playmobil!


Foto cedida por Ana Caldatto

Evolução do logotipo da Estrela, desde a fundação em 1937
Evolución del logotipo de la industria brasileña de juguetes Estrela
Various logos from Brazilian toy manufacturer Estrela


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terça-feira, 7 de outubro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - RIO


Os colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil iniciaram neste fim de semana a montagem da exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”. O evento acontece no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, entre os dias 17 de outubro e 23 de novembro de 2014 e celebra em alto astral o aniversário do quarentão mais enxuto do mundo dos brinquedos.

São quase 300 metros quadrados dedicados à história do Playmobil, desde seu nascimento em 1974, na Alemanha, até os dias atuais. Painéis gigantes relatam a evolução do brinquedo ao longo das quatro décadas no Brasil e no mundo. Caixas raras nacionais ocupam as vitrines ao lado das últimas novidades da Europa. Dez dioramas recriam cenários clássicos, como o Velho Oeste e a conquista do espaço sideral, passando pela magia do Circo e o Mar dos Piratas.

O destaque desse ano fica por conta do 4° Salão de PlaymoArte – onde fotógrafos e artistas plásticos de todo o país mostram suas criações tendo como inspiração o sorridente bonequinho. Ali estão obras de Heberth Sobral (artista carioca, assistente do premiado Vik Muniz), Rodrigo Pereira e Lela Vianna Valério (com suas intervenções urbanas, como as “cabeças Playmobil”), Carolina Garcia (jovem pintora) e Louis Vasconcelos (ilustrador digital de Fortaleza); além dos fotógrafos Juliano Zanotelli (Florianópolis), Otavio Vicentini (Itapira, SP), Marcos Rossetton (docente e stylist de moda de São Paulo, com intervenções de fotos bordadas em tecido), Júnior Nascimento (Rio), André Vezo (Rio), Bruno Monnerat Campos (Rio), Fernanda Araújo (Pouso Alegre, MG) e Maria Moysés (Belo Horizonte, conhecida internacionalmente por seu trabalho “iloveplaymo” no Instagram).

 

Paralelamente à comemoração dos 40 anos, os colecionadores do PlayBrasilmobil estão participando, a convite do museu, da exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil”. Baseado numa gravura de Debret, foi montado um diorama que recria o momento do desembarque da arquiduquesa austríaca Dona Leopoldina, esposa de Dom Pedro, no Rio de Janeiro, em 1817. O cenário mescla bonecos originais com figuras customizadas. A Família Real e sua corte, soldados, escravos e o povo do Rio foram recriados em detalhes. Conferindo ainda mais charme ao cenário, o mar sobre o qual está montado o diorama é uma tela de autoria do conceituado marinhista Quental, criada exclusivamente para o evento.

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio, e abre de terça a domingo. O ingresso custa R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca. Crianças até cinco anos de idade e idosos acima de 65 anos não pagam ingresso, assim como alunos e professores das escolas públicas. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros entre 60 anos e 65 anos pagam a metade do valor.

Serviço:
Exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Marechal Âncora, sem número (próximo à Praça XV) – Centro – Rio de Janeiro
Data: de 17 de outubro a 14 de dezembro de 2014 [prazo prorrogado pela organização]
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. O museu não abre às segundas.
Ingresso: R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca.
Meia entrada: Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos.
Gratuidades: Crianças até cinco anos de idade; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia; sócios do ICOM (International Council of Museum); e funcionários do IBRAM e do IPHAN.
Agendamento de excursões: (21) 3299-0360 ou pelo e-mail mhn.educacao@museus.gov.br
Colaborações para o evento: http://bit.ly/playnomuseu



Exposição comemorativa dos 40 anos do Playmobil, em fase de montagem
Exposición conmemorativa a los 40 años de los Click, todavía en montaje
Brazilian collectors preparing the Playmobil 40 years Exhibition in Rio



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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

IMPERATRIZ DO SORRISO


Ao completarem 40 anos de existência, os bonecos Playmobil se preparam para cumprir uma importante missão: participar, no Museu Histórico Nacional, da exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil”. Dezenas de bonecos e peças de colecionadores de todo o país estarão expostos no diorama que recria o momento do desembarque da arquiduquesa austríaca Dona Leopoldina, esposa de Dom Pedro, no porto do Rio de Janeiro, em 1817.

A montagem faz parte do módulo “A Imperatriz Leopoldina no imaginário popular” e pretende resgatar, de forma lúdica, um momento-chave da história nacional. Organizado pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil, o cenário mescla bonecos originais – fabricados desde 1974, na Alemanha – com outros customizados, ou seja, artisticamente modificados para retratarem com mais fidelidade o período em questão. Nobres, escravos, soldados e o povo do Rio foram recriados com capricho pelos colecionadores. Para dar ainda mais charme ao cenário, o mar sobre o qual estará montado o diorama será uma tela de autoria do conceituado marinhista Quental, criada exclusivamente para o evento.

A exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil” estará em cartaz de 14 de outubro de 2014 a 1º de março de 2015 no Museu Histórico Nacional (Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio de Janeiro). E o sorriso Playmobil estará presente nessa festa.

  


Dom Perdro I e Dona Leopoldina, ambos Playmobil, em breve no Museu Histórico Nacional
Clicks customizados en figuras históricas de Brasil para la Exposición de coleccionistas
Brazilian historical figures customized in Playmobil to be shown at a museum in Rio


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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NOVO PROJETO


Gostaria de apresentar um novo projeto do mundo Playmobil ao qual estou me dedicando: o blog Playmoboxes. Trata-se de um espaço que abri na internet, em agosto de 2014, para postar fotos de caixas antigas da minha própria coleção. No post inaugural, exibi 21 caixinhas de 1-Clicky fabricadas pela TROL, no fim da década de 1970 e início dos anos 80.

Sempre senti falta de boas fotos, em alta resolução, das caixas com as quais brincava quando criança. Mesmo nos catálogos daquela época, as imagens eram pequenas e, embora nos fizessem sonhar com a coleção completa, pouco esclareciam sobre as pecinhas e partes do conteúdo. O blog Playmoboxes tenta, modestamente, suprir esta falta de registro de um brinquedo tão emblemático, que este ano comemora 40 anos de existência.

Grande parte deste acervo de caixas já foi apresentada ao público em exposições organizadas pelo Fórum PlayBrasilmobil e seguramente estará na próxima exibição a ser montada no Rio de Janeiro pelo grupo de colecionadores. Porém, no novo espaço na web, as caixas serão expostas uma a uma, em tamanho grande, acessível a internautas de todo o mundo.

Fica a dica para os amigos que curtem o brinquedo: visitem e deixem comentários em www.playmoboxes.blogspot.com


Mais um blog Playmobil na internet, só com caixinhas antigas: Playmoboxes
Un nuevo blog de cajas de Click antiguas en la red mundial: Playmoboxes
A new Playmo blog on the web, only about vintage boxes: Playmoboxes



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terça-feira, 2 de setembro de 2014

LANCHINHO FRANCÊS


Compre um hambúrguer e leve junto um Playmobil. Entre os meses de fevereiro e março de 2014, a rede de lanchonetes francesa Quick realizou essa gostosa promoção. Repetia, assim, o sucesso dos anos 1996 e 1997, quando também ofereceu em seu cardápio infantil um lanchinho com figuras Playmobil de brinde.

A diferença é que dessa vez, este blogueiro também pôde saborear a promoção: por intermédio de um colecionador da França, fiz um escambo internacional e consegui abocanhar 4 bonecos e farto material de memorabília, incluindo a caixa de papelão Magic Box. Só não provei o sanduíche!


Dez bonecos diferentes foram distribuídos este ano – todos lançados anteriormente pela fabricante alemã Geobra em suas linhas regulares, como piratas ou princesas. Consegui trazer para minha coleção duas simpáticas figuras avulsas (um capitão pirata e uma dama morena) e outras duas ainda ensacadas na embalagem original, na qual permanecerão por um bom tempo. Esse tipo de material promocional tem mais valor quando está fechado e, além disso, não faço muita questão de "brincar" com eles agora, pois já tenho outros piratinhas. Bastam-me as fotos e o prazer de tê-los por perto.

Vale destacar que, exceto pelas despesas postais, não gastei um centavo para trazer estas preciosidades. Em troca, enviei para a França gibis antigos dos anos 80, como Pato Donald, Zé Carioca e Tio Patinhas. Sempre aberto a novos escambos  nacionais ou internacionais – me despeço com mais fotos dos francesinhos. Au revoir!



 


Na França, o lanche é mais feliz com Playmobil
En Francia, la comida es mas feliz con los Clicks
In France, the meal is happier with Playmobil



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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

LYRA, O GREGO


Apresento aos amigos meu primeiro item Playmobil da fabricante Lyra, recém-chegado à coleção. O código do set é 1020, e ele veio na caixinha original, com algumas frases escritas em grego.

Entre os anos de 1976 e 1985, a fabricante alemã Geobra concedeu a licença de produção e comercialização do Playmobil, na Grécia, à empresa de brinquedos Lyra. Ali foram produzidas mais de 400 referências  ou seja, mais de 400 diferentes caixas de Playmobil.

Os primeiros bonecos "made in Greece" eram de alta qualidade, comparável à dos originais alemães. Porém, a partir dos anos 80, a empresa grega se viu em apuros financeiros e terminou por produzir itens menos caprichados. Nesses, ela colocava a palavra "NEW" no topo da caixa. Exatamente como nesta que chegou às minhas mãos a partir de uma troca com um colecionador de São Gonçalo (RJ), a quem enviei um item moderno, o astronauta amarelo da série Special.

Como se vê, o boneco e as peças são de cores bem distintas das que aparecem na imagem da caixinha, uma tradução ao extremo da frase-mantra que vinha impressa nas embalagens dos brinquedos antigos: "Colors may vary". Ainda assim, tem grande valor para mim como mais uma peça estrangeira na coleção, e mais um escambo realizado com sucesso.


 


Playmobil fabricado na Grécia: as cores podem variar
Click producido en Grecia: los colores pueden variar
Playmobil made in Greece: colors may vary



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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CATÁLOGO MEDIEVAL



Este não é exatamente um catálogo como sugere o título, mas um charmoso encarte com instruções de montagem que vinha junto ao item Playmobil 3445, fabricado pela Geobra no longínquo ano de 1977. Ao desdobrá-lo em quatro partes, podia-se vislumbrar belíssimos dioramas de cidades medievais  alguns deles misturando elementos modernos, como helicóptero e caminhão de bombeiros (foto acima), bem do jeito que uma criança gosta de brincar.

As casas medievais jamais foram produzidas no Brasil. A fabricante Estrela chegou a trazer um castelo em meados dos anos 90, mas não passou disso, infelizmente. Este encarte me foi fornecido pelo amigo e colecionador Fernando Leite (RJ), do Fórum PlayBrasilmobil, a quem agradeço.

Uma curiosidade: em algumas fotos é possível ver, sempre encoberta, a mítica casinha vermelha. Provavelmente, trata-se de um protótipo, pois ela não foi produzida àquela época, embora tenha povoado os sonhos dos colecionadores desde então. Tanto assim que a fabricante alemã não resistiu aos pedidos e resolveu lançá-la no mercado em 2005, quase 30 anos após sua primeira aparição, sob o código Geobra 7785.









Lindos dioramas Playmobil relembram as vilas em estilo medieval
Bellísimos dioramas Playmobil nos enseñan los burgos de la Edad Media
Nice Playmobil dioramas recreating medieval villages



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