terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ENTRE AMIGOS


Esse presente eu ganhei no finalzinho de 2016, mas é ótimo para abrir os trabalhos do blog em 2017. Trata-se da caixa individual TROL 23.33.2, com o cavaleiro preto e prateado, seu tambor e uma bandeira que lembra a do Sacro Império Romano-Germânico (não nos esqueçamos de que o Playmobil foi criado na Alemanha e está repleto de citações à história local).

Lançada originariamente pela Geobra em 1975, a caixinha foi uma das primeiras a chegar ao Brasil, em 1976. Um ano depois, aparece em anúncio da TROL com o nome de "Arauto" (tradução do inglês "Herald"). Mesmo após quatro décadas de existência, permanece em ótimo estado. O mais importante, no entanto, foi como esse mimo veio parar em minhas mãos.


Soube que estava à venda a partir de um grupo de amigos. Não tive condições de comprá-la na hora. Fim de ano, aperto nas contas... deixei passar. Mas os amigos não deixaram. Sem que eu soubesse, cotizaram-se e compraram juntos, para mim, como presente de Natal! Agradeço a cada um deles, publicamente, pelo gesto de carinho: Obrigado Luís, Vlad e Fernando.

Devidamente aconchegada em minha coleção de 1-Clicky, a qual apresento no blog Playmoboxes, esta referência tão especial ocupa agora lugar de destaque no coração deste blogueiro. Quem tem amigos, tem tudo!


Antiga propaganda Playmobil de 1977 com a coleção Medieval
Antiguo anuncio de Clicks, de 1977, con la línea de Medievales
Vintage Playmobil advertisement from 1977 with knights
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sábado, 24 de dezembro de 2016

ATÉ 2017



Chegando ao fim de mais um ano, este blogueiro deseja boas festas a todos os colecionadores e fãs de brinquedos e um feliz 2017, repleto de realizações e sucesso. Esperamos que a coleção de amigos e de sorrisos fique ainda maior no próximo ano.

A ilustração acima foi criada pela Geobra, fabricante do Playmobil, e sofreu uma leve alteração da minha parte, para adaptar-se ao estilo do nosso blog. Já a foto abaixo foi produzida por este blogueiro... que volta com toda a força no ano que vem!

Até lá!



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

ESPACIAL E ESPECIAL


Eis que chegou meu presente de Natal. Pelos Correios, de São Paulo, por um precinho difícil de achar no mundo Playmobil. É a caixa TROL 23.73.9, com a base espacial da coleção PlaymoSpace. O detalhe é que dividi a compra do presente, de tal forma que metade dele não ficará comigo.

Pois é: quando vi o anúncio no Facebook, logo me interessei pela caixa. Sim, pela caixa, pois o item em si eu já tinha desde a infância. Me faltava só a embalagem. E esta é exatamente uma das mais de 100 caixas exclusivas da TROL, fabricada apenas no Brasil, sem similar no país de origem do Playmobil, a Alemanha.

Embora meio detonadinha (reconheço, o tempo foi cruel com esse invólucro de papelão), sei que vale a pena mantê-la pelo registro histórico, pela arte que carrega nas laterais e frontais e pela possibilidade de catalogação de mais uma caixinha 100% nacional criada nos anos 80. E, claro, pelo prazer de juntar à coleção mais uma referência completa: bonecos, peças e embalagem.

Como meu interesse era mesmo a caixa, decidi "rachar" a compra com um amigo que prontamente se interessou em ficar com os bonecos (dois astronautas) e a base espacial em si. Rateando as despesas, posso dizer que a caixa saiu por um preço ótimo! Agora vou fotografá-la melhor e postar no meu outro blog: Playmoboxes. Por enquanto é só... mas o céu é o limite!




Base espacial Playmobil explorando Marte
La base espacial de Clicks en Marte
PlaymoSpace Base on Mars

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

COLECIONADORES


No fim de 2013, este blogueiro foi entrevistado em casa por um jovem repórter. Ele fazia uma matéria para o jornal laboratório da Escola de Comunicação da UFRJ, sobre "loucos por Playmobil". Logo avisei que sou doido pela coleção, mas não sou maluco... e o bate-papo rendeu bastante.

Muitas reportagens tentam ligar o mundo dos colecionadores à loucura, à compulsão ou ao idiotismo puro e simples. Não é o caso desta bela matéria escrita por Luciano Abreu, que conversou com vários fãs de Playmobil, relembrou as origens do Fórum PlayBrasilmobil e até citou os encontros e exposições organizados pelo grupo.

Não consegui um exemplar impresso do jornal naquela época e, só agora, quase três anos depois, pude achá-lo na internet. O título da matéria é "Brinquedo destinado a adultos" e a íntegra segue abaixo. Fiz algumas inserções de links para temas que já foram tratados neste blog, para facilitar a navegação de quem queira viajar para os assuntos comentados no texto.

Zero Town é uma cidadezinha pacata. Dispõe de um sobrado para aluguel suspeito de ser mal assombrado. Perto dali, o banqueiro, Sr. Rockfeller, passeia em frente ao empreendimento exibindo uma longa cartola branca, apoiado em uma bengala amarela, da mesma cor do ouro que supostamente carrega consigo numa bolsa. Ele está despreocupado. Pudera: é amigo do recém-chegado xerife da cidade, Schaper. O antigo xerife, no desfrute da aposentadoria, abriu uma simpática quitanda, a Grocery. Ali trabalha Mary Jane, que desperta muita admiração no patrão viúvo. Do lado oposto à quitanda, soldados trabalham na construção da escola pública da cidade, ao lado do quartel general. Trabalha também ali por perto Sr. Smith, o faz-tudo: é ferreiro, pedreiro e armeiro. Ele é também um sonhador: quer abrir um comércio próprio.

Essa cidade fica em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Carlos Alberto Guimarães é o xerife que comanda a Zero Town. Bom, não é exatamente o xerife, mas o dono e responsável pela montagem da cidade.


E foi realmente por conta de um xerife, embora de plástico, de 7,5 cm de altura, que ele entrou de vez no mundo do Playmobil, há 36 anos. Lançado na Alemanha em 1974, o brinquedo se expandiu na Europa no ano seguinte; um ano depois chegou ao Brasil. Em 1977, Carlos Alberto ganhou a primeira caixa, a do xerife do faroeste. Décadas se passaram, e a coleção ficou guardada até que em 2009 ele resolve, de fato, virar colecionador da linha fabricada durante a infância, à época fabricada pela empresa brasileira Trol, já falida. A ideia inicial naquele ano era se desfazer dos brinquedos dos tempos de criança. Em um dia, no final de expediente numa redação de jornal, Carlos Alberto se deparou com uma reportagem do ‘Globinho’ sobre um colecionador de Playmobil. Logo entrou em contato com ele e recebeu o convite para participar de um encontro entre amantes dos pequenos bonecos.

“A exposição foi no Humaitá. Levei para lá minha coleção. Montei um cenário e ali fui picado ao ver o apreço que os expositores tinham com o brinquedo. Em vez de vender, passei a colecionar”, lembra o jornalista.

César Ojeda, empresário, 48 anos, foi o personagem do jornal lido por Carlos e o responsável por torná-lo mais um expositor. “O Carlos Alberto inicialmente se aproximou para oferecer seus Playmobils para venda. Mas eu o incentivei a não deixar os brinquedos. Pelo contrário, preservá-los, e a partir daí ele tomou gosto”. Nesse mesmo ano, Ojeda criou o fórum on-line Playbrasilmobil. Lá se reúnem apaixonados pelo brinquedo que compartilham as coleções, promovem trocas e vendas, exibem fotos com cenários criados – chamados dioramas – e marcam encontros. Os eventos são mensais, segundo Ojeda, e se alternam entre Rio e São Paulo.


A informalidade é praxe, inclusive no nome: Lanchinho Playmobil. A intenção era trazer para o mundo real o contato entre colecionadores e fãs que se fortificava no ambiente virtual por meio do fórum. O mais recente teve no convite um boneco roqueiro. A intenção era aproveitar o Rock in Rio, realizado pouco tempo antes do encontro. “Os Lanchinhos não são temáticos. Cada um que queira participar com uma vitrine pode levar o que quiser para expor. Os convites virtuais que faço a cada edição são uma tentativa de dar um charme a mais ligado à cidade, a um evento, como o Rock in Rio, ou à época do ano”, explica.

Louco pelos brinquedos Carlos garante que não é, mas durante a conversa com a reportagem no apartamento dele, sempre esteve no discurso do colecionador essa característica. “Comprei uma coleção inteira de um rapaz na Tijuca logo quando resolvi colecionar. A companheira dele ficou em dúvida se ele conseguiria vender aqueles bonecos antigos, mas com a venda realizada ela constatou que tem louco para tudo”, conta, aos risos. Ele define o fórum do amigo Ojeda como espaço em que “tem muito maluco que fala de suas neuras e cuidados com os brinquedos”. Ele citou um vídeo gravado às escondidas de funcionários dos Correios arremessando encomendas sem nenhum cuidado no depósito da empresa em Niterói, região metropolitana do Rio. O flagrante foi tema de discussão. “Imagina se nessas caixas tivessem caixas raras de Playmobil?”.

E no mesmo fórum houve um caso que Carlos conta que mais se aproxima de loucura, vinda de um colecionador. “Ele escreveu uma mensagem no grupo: anunciou o afastamento dele dali. O motivo era porque os brinquedos estavam comprometendo o casamento. O cara investia demais nos Plays”, relata.

Longe disso, Carlos Alberto se define um colecionador comedido. Segundo ele, sempre pagou pouco pelas ofertas que chegam pelo próprio blog, playvender.blogspot.com. E também garimpa bastante nos sites de leilão. O endereço virtual presta serviço aos “playmobilistas”: anuncia as datas das próximas grandes exposições do fórum. Já houve cinco no Rio: no Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão (2009 e 2012), na Unisuam, em Bonsucesso (2010) e no Forte de Copacabana (2011). Também no blog Carlos publica informações acerca dos fabricantes do brinquedo ao longo dos anos, antigas propagandas em revistas e gibis, catálogos e manuais de instrução. É o que ele chama de “memorabilia”. E tem mais: com frequência monta dioramas, fotografa-os e cria uma história.

A Zero Town é um exemplo, nascida em cima de uma cama de solteiro. “Penso sobre o que vou brincar... Penso, monto, fotografo, edito, publico”, descreve o colecionador de 41 anos. Ele encara esse ritual como escape do cotidiano.


De acordo com o psicólogo Fábio Dias, o hábito de se dedicar à coleção e interagir com ela ameniza dores e possibilita a ressignificação subjetiva, em que o sujeito compõe dioramas não de forma motora, mas por inspiração e criatividade, permitindo a vivência de emoções: nostalgia de brincar e bem-estar, por exemplo. “Cria-se um espaço sem sofrimento, preconceitos ou ganância, onde o mais importante é deixar a criança interior tomar as rédeas”, esclarece. “Se desprender das angústias e sofrimentos nos dá possibilidade para que nossa mente possa elaborar tais dores e prevenir de somatizações, ou seja, de sofrimentos da mente que desencadeiam doenças ao corpo.” O hobby é mais do que salutar na visão do psicólogo, que também tem um. Qual? Colecionar Playmobil.

Morador de Piracicaba (SP), Fábio, de 35 anos, participa de exposições e Lanchinhos na capital paulista. Em todas as ocasiões monta dioramas. Para ele foi fundamental iniciar a coleção, em 2010, ano em que perdeu a irmã caçula. “O contato com o Playmobil serviu como válvula de escape para a elaboração do luto”, resume. A coleção, em contrapartida, teve nenhum planejamento. Fábio quis presentear os sobrinhos com os bonecos, mas ao se deparar com a variedade de opções acabou levanto algumas caixas para ele também. Interessado em temas históricos, começou com a linha viking, partiu para a pirata e depois faroeste.


Conhecer os brinquedos por acaso e se encantar com as centenas de temas foi o mesmo caso do engenheiro de telecomunicações Marcius Victor Carvalho, 44 anos. Morador de Rio das Ostras (RJ), ele ficou “maravilhado com o conteúdo exposto, diversidade do acervo e criatividade nos dioramas” na exposição no Forte de Copacabana. Não deu outra. O filho quis comprar o brinquedo. Marcius comprou outro para ele. E a esposa também levou uma caixa de um presépio. “Meu filho brinca pouco e opta por outros brinquedos concorrentes. Eu mesmo sou quem cria histórias, tira fotos para o fórum, monta cenários... Por que não brincar também? E uma boa parte dos bonecos fica exposta na sala de casa”, revela o engenheiro. A preocupação em se descontrolar nas compras é constante na vida de Marcius. “Na verdade a vontade é sair comprando tudo”, diz.

O universo de opções oferecido pelo Playmobil colabora para a vontade de gastar. Para Fábio Dias, aí reside o perigo, mesmo considerando que não há limite padrão para um colecionador, desde que a coleção não se torne uma compulsão ou obsessão. “A maior loucura ao se colecionar brinquedos e outros objetos é reproduzir a vivência consumista presente em outros aspectos da vida, em que o objeto adquirido se torna ilusoriamente o que irá definir quem o adquiriu”, observa o psicólogo. Outro tipo de loucura, segundo ele, também surge no descontrole na compra desenfreada. “Obter itens e não ter onde guardá-los é um fantasma na vida de todo colecionador”.



Jornal da ECO/UFRJ traz reportagem sobre a paixão por Playmobil
Periódico de la Escuela de Comunicación habla de la ilusión por Clicks
University newspaper in Rio wrote about Playmobil collectors


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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

FORA DA CAIXINHA


O Mês das Crianças não poderia passar sem um presentinho, né? Então me dei ao luxo de gastar nove reais para reaver um brinquedo dos anos 90, relançado de forma meio escamoteada pela Estrela: o jet ski Playmobil. O resumo da história segue abaixo.

Eram duas horas da tarde de um dia qualquer de outubro. O amigo e colecionador Luciano Juliatto (autor do blog caixas azuis) me envia mensagem por celular. Ele acabara de encontrar uma peça Playmobil no interior de São Paulo. Estranhamente, esse item vinha fora de caixa, embalado em saco plástico, grampeado com a marca "Mania de Brincar" e etiquetado com o logotipo da Estrela. Como havia vários pacotes à disposição, ao preço de R$ 9, encomendei um, sem pestanejar.

Uma semana depois, chega em casa a preciosidade: uma espécie de moto aquática (o popular jet ski), originariamente trazido ao Brasil pela TROL, na caixa Playmobil 23.78.3 e posteriormente reproduzido pela Estrela, em 1993, sob o código 30.12.12. Essa segunda versão vinha com um jipe azul e mais três bonecos – no entanto a sacola plástica oferece apenas o jet ski e os adesivos, idênticos aos da época da Estrela.



Na parte de baixo do brinquedo, vê-se gravada a marca "Playmobil System", bem como o ano do molde original (1979) e o nome da fabricante alemã Geobra. Um atento colecionador espanhol já nos havia alertado da existência desse item. Em suas pesquisas, Gregorio Centeno percebeu, inclusive, que a tal linha "Mania de Brincar" é, na verdade, de fabricação da Estrela, embora a empresa use outro nome fantasia para assinar a coleção. Segundo ele, mais peças Playmobil foram ensacadas da mesma forma e vendidas no mercado nacional sob essa alcunha. Intrigante, não?

O fato é que o brinquedinho foi guardado intacto junto aos demais que possuo. E assim permanecerá, enquanto caçamos as próximas surpresas que o mundo Playmobil nos reserva!



Um curioso item Playmobil em saco plástico, fabricado pela Estrela
Un curioso juguete Playmobil en bolsa, producido por Estrela
An odd Brazilian Playmobil sold in a plastic bag by Estrela


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

40 ANOS DE BRASIL


A data não poderia passar em branco. Então este blog registra: conforme nos aproximamos do fim de 2016, o Playmobil está completando 40 anos de existência (e resistência!) no Brasil.

Muita gente se confunde e acredita que o brinquedo alemão chegou ao país em 1977. Até mesmo um livro brasileiro, interessante almanaque dos anos 70/80, cita o ano de 77 como o de desembarque do boneco em solo nacional. Trata-se de um engano, que merece correção. Criado na Alemanha em 1974, o Playmobil estreou nas prateleiras brasileiras no fim de 1976, pelas mãos da fabricante TROL.

Não existe uma data exata para o lançamento comercial no Brasil. E como a TROL faliu na década de 1990 sem deixar maiores registros de sua história, temos de recorrer aos arquivos de jornais e revistas para conseguir algo concreto sobre o tema.

A mais antiga menção ao Playmobil que encontrei é um anúncio do jornal O Globo, datado de 5 de dezembro de 1976, mostrando caixinhas unitárias (1-Clicky) à venda nas Casas Helal – tradicional loja de brinquedos da época, famosa no centro de comércio popular chamado Saara, no Rio de Janeiro. A rede de lojas era então dirigida pelo empresário americano (naturalizado brasileiro) George Helal, também conhecido por suas atividades como dirigente do Clube de Regatas do Flamengo, time de maior torcida do Brasil.


Portanto, é certo que o "Playmobil System" já estava à venda no Rio durante o período de Natal de 1976. A confusão de datas pode advir do fato de que as primeiras peças publicitárias do brinquedo, assinadas pela TROL, só seriam divulgadas no ano seguinte, invadindo revistas em quadrinhos como Turma da Mônica, Mickey e Pelezinho. Na sequência, viriam as propagandas de TV, reforçando a marca e entrando de vez no imaginário infantil.

Para quem quiser saber mais detalhes sobre a história da TROL, recomendo este link. E sobre a fabricante Estrela, que seguiu a produção do Playmobil após a falência da primeira empresa, recomendo este outro post.

Desfeito o engano, resta dar os parabéns aos empresários que trouxeram, comercializaram e cuidaram do nosso querido Playmobil ao longo dessas quatro décadas. E congratulações a todos os colecionadores que mantêm incansáveis a memória desse brinquedo!


Playmobil à venda, no Natal de 1976
Clicks a la venta en Brasil, el año 1976
Playmobil for sale in Brazil, on December 1976


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sábado, 24 de setembro de 2016

ROMA E O EGITO


Achei interessante compartilhar um infográfico recém-lançado pelo Clube Mundial de Colecionadores de Playmobil. Trata do tema "Romanos e Egípcios" e mostra diversas curiosidades dessas duas civilizações antigas. O texto é em inglês, mas de fácil compreensão.

Pena que a Geobra, fabricante do Playmobil, tenha deixado em segundo plano essas duas linhas, após o lançamento com força total em 2006, com diversos complementos nos anos seguintes. Agora, em setembro de 2016, foi lançada uma pirâmide azul e algumas novas caixinhas com personagens como Júlio César e Cleópatra juntos, e outra com seis soldados romanos.

Como sou colecionador dos bonecos mais antigos (tipo TROL, anos 70), admito que tenho apenas uma figura da linha egípcia. E mesmo assim não fui eu quem comprei, apenas ganhei... e, claro, guardo com muito carinho. É uma espécie de arqueiro, de túnica branca e chapéu côncavo azul. A figura foi distribuída de brinde aos participantes da Feira do Brinquedo de Nuremberg em 2008.

Em todo caso, confesso que o tema me agrada, sobretudo quando vejo amigos montando seus Coliseus, Pirâmides e batalhas navais entre os povos. A brincadeira fica séria, mas sem perder a ternura jamais!




Meu primeiro e único boneco egípcio na coleção
Mi único click egipcio de toda la colección
My one and only Egyptian Playmobil


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domingo, 28 de agosto de 2016

PLAYMOBIL PARALÍMPICO


Tem Playmobil na Paralimpíada! Em comemoração aos Jogos, que começam dia 7 de setembro, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou na internet uma série de fotos de Playmobil apresentando 21 das 22 modalidades que estarão em disputa no Rio de Janeiro. Apenas o ciclismo de pista ficou de fora, fundindo-se com a ilustração do ciclismo de estrada. O detalhe é que todos os bonecos representam portadores de necessidades especiais: alguns têm o braço "amputado", outros aparecem com os olhos sem tinta e vários praticam esportes em cadeiras de rodas.

"Quis dar visibilidade ao esforço dos atletas paralímpicos e incluí-los no universo infantil", diz Heberth Sobral, o artista por trás do projeto. Autor de vários ensaios fotográficos exibidos em exposições do Fórum PlayBrasilmobil, o carioca de 32 anos é também grande colecionador e entusiasta do brinquedo. Como não há bonecos sem pernas ou braços vendidos em loja, Heberth teve de modificar por conta própria as figuras a fim de adequá-las ao tema.

Tanto o artista quanto o Comitê têm interesse em transformar o projeto, denominado de ParaToys, numa exposição fixa, mas ainda estão em busca de patrocínio. Enquanto isso, vale apreciar o ensaio no Facebook do CPB.

 


 



Tem Playmobil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Clicks en acción en los Juegos Paralímpicos Rio 2016
Playmobil enjoying the Paralympic Games Rio 2016

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

OBRA DE ARTE


Um misto de arte contemporânea, ilustração, colagem, caleidoscópio... A definição é difícil, mas o fato é que chegou até a mim este belo pôster que ora apresento aos amigos do blog.

Com 50cm de altura por 85cm de comprimento, trata basicamente de cenas de filmes e referências icônicas (algumas, bem loucas!), retratadas em forma de Playmobil. Olhando com calma, é possível encontrar de David Bowie ao herói He-Man, passando pelo detetive Magnum e chegando aos Ghostbusters, com direito a fantasminha fujão.

Algumas citações são tipicamente germânicas (como Angela Merkel, em cima de uma boia na praia), já que o autor é o alemão Christoph Hoppenbrock. Ilustrador e diretor de arte nascido na Baixa Saxônia, hoje com estúdio em Berlim, Hoppenbrock é conhecido por criar informações gráficas, editoriais ilustrados e arte vetorial em todos os tipos de mídia. Ele assina várias obras de arte para revistas contemporâneas, entre elas a Business Punk Magazine.

Pois a Geobra decidiu convocá-lo para criar essa colagem para o lançamento do tema Navio de Cruzeiro e usá-la em ações na rede social, como o Facebook. Detalhe: o pôster não pode ser comprado em lugar algum, o que o torna mais uma peça rara na coleção deste feliz blogueiro.




Um pôster alemão muito louco... todo com Playmobil
Una ilustración alemana muy loca... toda de Clicks
A wild German collage... and it's all about Playmobil
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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

CONECTADO



Já disse por aqui que nunca tive muita sorte em rifas, premiações aleatórias e sorteios em geral. Mas em se tratando do Clube Mundial de Colecionadores (Playmobil Collectors Club), até que não posso reclamar... Já tendo ganho, em 2013, um chaveiro panda, apresento neste post o segundo brinde que veio parar em casa, mês passado, através de sorteio com centenas de colecionadores: um cartão de memória da Geobra, a fabricante alemã dos bonecos Playmobil.

No tamanho de um cartão de crédito, o brinde foi produzido exclusivamente para a Feira Internacional do Brinquedo de 2016 para ser distribuído à imprensa. Os USB cards continham informações e fotos sobre a empresa, podendo armazenar até 8 GB de dados. Detalhe: apenas 1.600 peças foram produzidas, e 50 delas foram sorteadas. A que eu ganhei veio zerada, sem dados - e assim permanecerá, para efeitos de coleção.

Numa simpática cartinha que me chegou junto ao brinde, lê-se: "Caro Carlos, Parabéns por ganhar nosso sorteio. Calorosas saudações de Zirndorf".

Aproveitando o post, encerro mostrando outro dispositivo de armazenamento de dados feito pela Geobra: um pen drive em formato de pinguim. Talvez uma brincadeira com as palavras, em inglês, PEN(guin) DRIVE. Este, consegui não por sorteio, mas através de "conexões" estrangeiras. É bom ter amigos... sempre!






Cartão de memória e pen drive Playmobil: as verdadeiras Memorabilias
Tarjeta de memoria y pendrive Playmobil: las verdaderas memorabilias
Playmobil USB Card and pen drive: the real memorabilia


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

THE POLICE



Every breath you take / Every move you make
Every bond you break / Every step you take
I'll be watching you...

Os versos acima vêm da música "Every breath you take", composta em 1983 pelo grupo inglês The Police, e me serviu de inspiração pra criar o texto sobre o carrinho Playmobil da Polícia, fabricado pela Estrela 10 anos depois do hit musical.

Ganhei a caixa – vazia – no mês de junho, de presente de um grande colecionador que está de partida de São Paulo rumo à ensolarada Fortaleza, no Ceará. E com "frete grátis", pois o amigo veio ao Rio e pudemos nos encontrar pra bater papo e, claro, buscar a caixinha.

Sob o código Estrela 30.14.10, o item na verdade foi lançado em 1986 pela fábrica alemã Geobra, apenas para o mercado exterior. Isso porque a versão doméstica (para a Alemanha), criada em 1977, manteve por mais de 20 anos os carrinhos de polícia na cor verde e com a inscrição "Polizei" no lugar onde aqui aparece "Police". Em 1991, a caixa da viatura policial preta e branca foi reeditada, sendo essa que a Estrela trouxe ao Brasil, em 1993.

A embalagem basicamente mostra o carro e seu único boneco em vários ângulos. Mas o detalhe que mais chama atenção é o diorama exibido no verso, representando uma colisão de trânsito – resquício de uma época em que a empresa ainda se preocupava em montar cenários com seus brinquedos, aguçando ainda mais a imaginação da criançada, que torcia para ganhar as demais peças e reproduzir em casa uma brincadeira semelhante.

Seguem as fotos e um versinho que pode até representar a paixão do colecionador por sua coleção:

Oh can't you see
You belong to me...




 





Caixa Estrela do carro de Polícia Playmobil, fabricado no Brasil em 1993
Caja Estrela del coche de Policía Playmobil, producido en Brasil en 1993
Estrela box of Playmobil Police car, made in Brazil in 1993


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domingo, 19 de junho de 2016

VIAGEM AO PASSADO


Esse post é rapidinho, só pra aproveitar a foto que foi tirada pelo amigo e colecionador Luciano Juliatto, há poucos dias, em São Bernardo do Campo (SP). Lá no bairro Rudge Ramos ainda passam ônibus em direção a um endereço que infelizmente já não existe mais... a Fábrica da TROL.

Dá até vontade de pegar esse busão e fazer uma viagem ao passado – e, quem sabe, visitar a antiga fábrica de sonhos, que presenteou nossa infância com tantos brinquedos fantásticos. Incluindo o Playmobil, claro!

Pelo que me consta, no local onde funcionava a fábrica, hoje resta apenas um pátio com carros semiabandonados. Mas o logradouro permanece vivo na boca do povo. E no imaginário de todos os que foram crianças nos anos 60, 70 e 80. Um pedacinho do passado que teima em se fazer presente!


Sessão saudade: Vamos embarcar nesse ônibus?
Sesión nostalgia: Súbete al autobús! 
Seventy's feelings: Let's get on this bus!


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