quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DILIGÊNCIA AMARELA


Para quem não conhece, esta é a famosa diligência Playmobil da TROL, código 23.24.5. Ela utiliza o mesmo molde do item 3245, lançado na Alemanha pela fabricante Geobra em 1977, na cor vermelha. Mas como se vê, a diligência das fotos é amarela, o que a torna uma criação exclusiva da empresa brasileira, tendo circulado apenas em território nacional.

Encontrá-la na caixa, em perfeito estado, foi mesmo uma dádiva. A compra se deu a partir do contato de uma vendedora que leu (e ainda lê!) este blog. Ela me mandou fotos de vários brinquedos e meus olhos logo pararam nesta carruagem. Residente na Zona Sul do Rio, decidi visitá-la e conferir de perto o item tão singular. O preço foi ótimo e, de brinde, ainda levei uma manada: duas vacas, dois bois e dois bezerros  animais que nunca tive em minha coleção quando criança.

A carruagem tem colada na parte de baixo o selo da Inbrima (Indústria de Brinquedos do Amazonas, nome adotado pela TROL poucos anos antes da falência). No corpo do brinquedo, os adesivos vermelhos dizem "US Mail" e "Wells Fargo & Co. Overland Stage".

Após breve limpeza com pano úmido, a diligência foi guardada junto às demais peças da coleção, onde aguarda a próxima montagem de Zero Town, a mais preguiçosa cidadezinha do Velho Oeste, que só foi montada uma vez.




Diligência amarela da TROL, produto exclusivo do Brasil
Diligencia amarilla de TROL, una referencia exclusiva de Brasil
Yellow Playmobil Stage Coach by TROL, made exclusively in Brazil 



.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

COMPARTILHANDO



Finalmente chegaram este ano à minha coleção três bonecos Playmobil da campanha Share the Smile. Eles foram doados pelo amigo e colecionador espanhol Gregorio Centeno. Mas apenas uma figurinha dessas ficará comigo.

A campanha Share the Smile celebrou os 40 anos do Playmobil distribuindo 40 mil bonequinhos, em 13 de setembro de 2014, simultaneamente em oito cidades: Berlim, Paris, Madri, Amsterdã, Varsóvia, Atenas, Princeton e Cidade do México. As figuras, com traços simples que lembram os primeiros bonecos lançados na década de 1970 (de uma cor só ou, no máximo, bicolores), foram espalhadas em praças e parques, formando desenhos no chão. Cada transeunte poderia pegá-las e levar para casa. Foi isso que fez o amigo Gregorio, do site espanhol Playclicks, que gentilmente nos enviou o trio de bonequinhos ora apresentado.

Todos vêm com uma etiqueta grudada na perna, com o logotipo da campanha. No pezinho, a marca da fabricante (Geobra) e o ano de criação dos primeiros moldes (1974). Nas costas, um QR Code leva a um vídeo comemorativo do 40º aniversário do brinquedo.

Um dos bonecos ficará comigo. Outro será entregue ao amigo César Ojeda, criador do Fórum PlayBrasilmobil. E o terceiro será doado à memorabilia do Fórum, para ser exibido em eventos e exposições do grupo  afinal essa é a intenção primordial da campanha: compartilhar o sorriso.



 





Bonecos Playmobil da campanha Share the Smile 
Clicks y clacks de la camapaña Share the Smile
Share the Smile figures


.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

SEMEANDO SORRISOS


Quem planta Playmobil, colhe sorrisos. Pelo menos foi assim com este blogueiro, que recebeu no fim de 2014 uma caixa bem diferente vinda da Alemanha. Ao abri-la, a surpresa: era um presente do Clube Mundial (o Playmobil Collectors Club), mas sem nenhum bonequinho dentro. A caixa contém um vaso e sementes de manjericão!

Trata-se de um brinde que o Grupo Geobra, fabricante do Playmobil, distribui a alguns clientes. A empresa é também dona da marca Lechuza, voltada ao hobby da jardinagem. Portanto, a caixinha-presente mistura duas ideias campeãs e de muito sucesso na Alemanha: colecionar brinquedos e mexer com plantas. Creio que fui agraciado com este mimo por estar sempre presente ao Clube Mundial, seja participando de promoções, propondo ideias, contribuindo nas compras coletivas ou, de alguma forma, ajudando a divulgar nosso hobby no Brasil e junto à comunidade mundial de colecionadores.

Pretendo ler as instruções (em alemão!) e repassar a tarefa de semear à minha mulher, que tem um "dedo verde" bem mais desenvolvido que o meu e já se mostrou interessada em iniciar uma horta caseira, dentro do nosso apartamento. Quem sabe, na próxima colheita, eu consiga postar fotos de um belo pé de manjericão?





Sementes de manjericão oferecidas pela Geobra, fabricante do Playmobil
Semillas de albahaca ofrecidas por Geobra, la fabricante de los Clicks
Basil seeds gifted by Geobra, the Playmobil manufacturer 


sábado, 27 de dezembro de 2014

LÁ VEM 2015


O Natal já passou, vem chegando um novo ano e, com ele, a esperança de horizontes mais amplos, novos amigos e muito (mais) sucesso! Este blogueiro deseja a todos que por aqui passam, passaram e passarão um feliz 2015, repleto de prosperidade e saúde.

Muito em breve, retornaremos às atividades neste espaço virtual e também no Playmoboxes, sempre tentando entreter e informar um pouquinho mais sobre o mundo Playmobil.

Até lá!



.

sábado, 20 de dezembro de 2014

BRANCA DE NEVE


Branca de Neve e os 7 anões. O clássico conto de fadas redesenhado por Walt Disney foi a história principal da revistinha do Mickey publicada na França em dezembro de 1983. No entanto, na humilde opinião deste blogueiro, o mais legal de suas 56 coloridas páginas está no finalzinho, ao lado da seção de palavras cruzadas: um antigo anúncio da linha PlaymoSpace.

No início do ano, expliquei aqui como vieram parar em minhas mãos algumas propagandas europeias antigas. Pois essa veio no mesmo lote, na troca com um colecionador francês. Porém, enquanto as outras páginas já chegaram soltas, esta estava dentro do gibi "Le Journal de Mickey", impresso em Estrasburgo.

O anúncio tem formato de história em quadrinhos e brinca com a ideia de astronautas viajantes do tempo que visitam uma estação de trem. Em letras pequenas, o texto convida: "Faça como nós: misture seus bonecos PlaymoSpace com os outros Playmobil". Quando criança, eu não costumava juntar os astronautas e rebôs da linha espacial com os bonecos de outra coleção. Eles tinham seu próprio mundo, algum planeta distante ou a imensidão do espaço sideral... Mas quem sabe agora, já adulto, encontre um tempinho para fotografar todos num só cenário?



Gibi do Mickey publicado na França, com propaganda da linha PlaymoSpace
Tebeo de Mickey Mouse publicado en Francia, con publicidad de PlaymoSpace
French Mickey Mouse comic book with old PlaymoSpace advertisement



.

domingo, 7 de dezembro de 2014

CHAVEIRO TROL - XERIFE


Esta talvez seja a maior preciosidade já apresentada neste blog. Trata-se de um chaveiro Playmobil feito pela TROL, no fim dos anos 70, dificílimo de ser achado hoje em dia. Não se sabe ao certo quantos deles foram produzidos, nem mesmo como eram distribuídos. Acredita-se que foram enviados como brinde às crianças que mandavam cartinhas para a fábrica (na época, não existia e-mail...), propondo ideias, sugestões ou até mesmo se queixando da linha de brinquedos. O fato é que jamais foram vendidos em loja.

O chaveirinho em questão, porém, não é meu. Foi arrematado por um grande colecionador espanhol que o encontrou num site de leilão aqui do Brasil. Para facilitar a transação internacional, o amigo europeu me contactou e pediu que eu o comprasse, para depois enviá-lo ao Velho Continente, onde tais itens brasileiros são muito admirados.

Não costumo revelar os valores envolvidos, mas digamos que essa peça saiu por um preço bastante justo, equivalente a duas caixas de Special Plus, daquelas que se encontram nas lojas. O boneco tem as mesmas dimensões dos demais (7,5 centímetros) e reproduz os mesmos movimentos de braços, pernas e cabeça de qualquer Playmobil. No lugar da estrela do xerife, traz no peito o logotipo da fabricante TROL. Outras figuras clássicas foram transformadas em chaveiros na mesma época, como o policial, o banqueiro e o mexicano, sempre com o símbolo da empresa no peitoral.

Enquanto o xerife passa uns dias comigo, pretendo tirar o maior número de fotos possível e catalogá-lo com o devido zelo. Afinal, representa um pedacinho da história da indústria nacional de brinquedos, que em breve vai se juntar a uma coleção do outro lado do oceano.




 


Chaveirinho Playmobil da TROL: quase 40 anos de história 
Llavero Playmobil brasileño: casi 40 años de historia
Brazilian Playmobil keychain: almost 40 yaers of history



.

sábado, 29 de novembro de 2014

O VIAJANTE CHEGOU


Com muita alegria recebi este mês um pacote vindo direto da Alemanha. Dentro dele, o boneco Tim, o viajante - o qual já havia apresentado neste blog em em junho deste ano. Trata-se de uma figura Playmobil criada para rodar o mundo inteiro nas mãos de colecionadores e que, agora, chegou para ficar de vez no Rio de Janeiro.

Junto com o pacote, um simpático cartão com texto em inglês: "Olá, Carlos Alberto. Agradecemos novamente sua participação na campanha Playmobil Around the World e suas ótimas fotos com Tim. Receba seu exemplar pessoal do Timmy como um pequeno presente. Saudações". O cartão é assinado pela gerente de Comunidades de Mídias Sociais da Geobra, Sandra Bock.

Aos poucos, todos os colecionadores que se inscreveram na promoção e recepcionaram o boneco em suas cidades estão recebendo os brindes em casa, ao redor do planeta. Creio que, aqui no Brasil, será apenas meia dúzia de figuras em mãos de amigos associados ao Playmobil Collectors Club. É possível que o bonequinho venha a ser comercializado futuramente na linha regular da Geobra, mas a fabricante não divulgou informação a respeito.

Ainda nem tirei Tim de seu saquinho original, mas seguramente vou me divertir muito com mais esta preciosidade na minha coleção!



Tim, o viajante... enfim encontra seu lar
Tim, el viajero... por fin encuentra a su hogar
Tim, the traveller... eventually gets home



.

sábado, 15 de novembro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - PRORROGADA


Diante do enorme sucesso de público, a exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos” foi estendida até 14 de dezembro no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Organizada pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil, a mostra celebra em alto astral o aniversário de 40 anos do nosso brinquedo preferido. De acordo com o museu, o evento atraiu mais de 10 mil visitantes antes mesmo de completar 30 dias em cartaz.

São cerca de 300 metros quadrados dedicados à história do Playmobil, desde seu nascimento em 1974, na Alemanha, até os dias atuais. Painéis gigantes contam a evolução do brinquedo ao longo das quatro décadas no Brasil e no mundo. Caixas raras nacionais ocupam as vitrines ao lado das últimas novidades da Europa. Onze dioramas recriam cenários clássicos, como uma cidade do Velho Oeste e a conquista do espaço sideral, passando pela magia do Circo e o Mar dos Piratas. A cidade moderna – com suas praias, parque de diversões e o vaivém do trânsito – também é retratada em detalhes.

O destaque desse ano é o 4° Salão de PlaymoArte – onde fotógrafos e artistas plásticos de todo o país mostram suas criações tendo como inspiração o sorridente bonequinho. Ali estão obras de Heberth Sobral (artista carioca, assistente do premiado Vik Muniz), Rodrigo Pereira e Lela Vianna Valério (com suas intervenções urbanas, como as “cabeças Playmobil”), Carolina Garcia (jovem pintora carioca) e Louis Vasconcelos (ilustrador digital de Fortaleza); além dos fotógrafos Juliano Zanotelli (Florianópolis), Otavio Vicentini (Itapira, SP), Marcos Rossetton (docente e stylist de moda de São Paulo, com intervenções de fotos bordadas em tecido), Júnior Nascimento (Rio), André Vezo (Rio), Bruno Monnerat Campos (Rio), Fernanda Araújo (Pouso Alegre, MG) e Maria Moysés (Belo Horizonte, internacionalmente conhecida por seu trabalho “iloveplaymo” no Instagram).

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio, e abre de terça a domingo. O ingresso custa R$ 8 (oito reais) de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca. Crianças até cinco anos de idade e idosos acima de 65 anos não pagam ingresso, assim como alunos e professores das escolas públicas. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros entre 60 anos e 65 anos pagam a metade do valor.


Serviço:
Exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Marechal Âncora, sem número (próximo à Praça XV) – Centro – Rio de Janeiro
Data: de 17 de outubro a 14 de dezembro de 2014
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. O museu não abre às segundas.
Ingresso: R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca.
Meia entrada: Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos.
Gratuidades: Crianças até cinco anos de idade; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia; sócios do ICOM (International Council of Museum); e funcionários do IBRAM e do IPHAN.
Agendamento de excursões: (21) 3299-0360 ou pelo e-mail mhn.educacao@museus.gov.br
Colaborações para o evento: http://bit.ly/playnomuseu


Exposição no Museu Histórico Nacional vai até 14 de dezembro 
Exposición Playmobil en Rio de Janeiro sigue hasta el 14 de diciembre 
Playmobil exhibition stays in Rio until December 14th 



.

domingo, 9 de novembro de 2014

COMPRAS RECENTES


Estas são as minhas mais recentes compras junto ao Playmobil Collectors Club (o Clube Mundial de Colecionadores), que chegaram este mês de novembro. São três caixinhas de tema medieval, cada uma com sua própria história.

A maior delas, o item Geobra 5477, é a do cavaleiro com seu cavalo branco, conhecida no mercado internacional como Goldener Ritter Christopher. A primeira versão desta caixa foi lançada em 2005, para ajudar as vítimas do tsunami ocorrido no Sudeste Asiático no ano anterior. Uma porcentagem do valor da venda de cada caixinha na Europa era destinada a um fundo de assistência a crianças atingidas pelo desastre no Sri Lanka. O modelo inicial levou o código Geobra 3800. Anos depois, foi reeditado com o número 3699. O cavaleiro das fotos já é a terceira versão do brinquedo.

O boneco em si é charmoso e, embora a armadura não seja brilhante como a maioria dos colecionadores gostaria que fosse, é de um dourado envelhecido que lhe cai muito bem. Talvez haja um certo exagero nos enfeites de seu elmo: uma cabeça de unicórnio com plumas pretas e vermelhas... grandes demais, causaram-me alguma estranheza.

As outras duas caixas celebram os 40 anos de criação do Playmobil e foram distribuídas pela fabricante Geobra como brinde aos visitantes da Feira Internacional do Brinquedo de Nuremberg, em fevereiro de 2014. Somente agora foram postas à venda para colecionadores. Aproveitei a chance e me juntei à compra coletiva feita por integrantes do Fórum PlayBrasilmobil.

O boneco masculino é chamado de Cavaleiro Dourado (Golden Knight, Geobra 30791933), muito semelhante à figura mencionada anteriormente - mas com adorno de cabeça mais adequado. A figura feminina é a Princesa Dourada (Golden Princess, Geobra 30791943). Ambos ainda estão no saquinho em que vieram, pois ainda não os abri. Fica para um outro post...





Recentes aquisições: medievais Playmobil
Adquisiciones recientes: clicks medievales
Recent purchases: medieval clickies



.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - NA MÍDIA


Além do sucesso de público, a exposição "40 anos Playmobil - O sorriso mais famoso de todos os tempos" se consolida também como umas das que mais ocupam espaço na mídia. Jornais cariocas como O Dia (coluna Informe do Dia e Caderno Show & Lazer), O Globo (coluna Ancelmo Gois, coluna Parada Obrigatória e RioShow), O Povo (coluna Informe do Povo) e Metro (com chamada na capa) deram destaque à mostra organizada pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil. A revista Veja Rio e o Guia Oficial da Riotur também registraram a notícia.

Veículos online de expressão nacional como UOL, Folha Online e Portal UAI fizeram reportagens com fotogalerias do evento. Os blogs culturais do Jornal do Brasil (Quadrinhos) e do Globo (Liquidificador) também abriram espaço.

As redes de televisão não ficaram atrás. A TV Brasil elaborou duas reportagens sobre Playmobil: a primeira, tendo como foco a exposição de Dona Leopoldina; e a segunda, sobre os 40 anos do boneco. Na coluna semanal Diversão e Arte, do telejornal RJTV, da Rede Globo, o evento também foi citado, com imagens dos dioramas e dos visitantes. E a Globonews dedicou mais de 3 minutos em seu horário nobre de domingo, no Jornal das Dez, para uma bela reportagem de Joana Calmon.

Mais de 50 sites e blogs em todo o país também comentaram a exposição. Houve registros por toda a rede mundial, desde veículos dedicados à cultura e às artes até blogs feitos por pais e mães que compareceram ao evento e fizeram questão de deixar suas impressões na web, sempre positivas.

Fruto de uma estratégia de comunicação séria e bem elaborada, levada a cabo pelo Fórum PlayBrasilmobil, em parceria com a Letra 2 Comunicação, a exposição segue colhendo bons resultados. Quem ainda não pôde ir ao Museu Histórico Nacional conferir a mostra, tem até o dia 23 de novembro para curtir... e repercutir!






Exposição 40 anos Playmobil, no Rio: sucesso midiático
Exposición 40 años Playmobil: éxito en los medios de comunicación
Exhibition 40 years of Playmobil, in Brazil: success on the news




.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

HISTÓRIA DA ESTRELA


Celebrando os 40 anos do Playmobil e sua trajetória de sucesso no Brasil, retomamos agora a série iniciada em outubro do ano passado, quando apresentamos a história da TROL. Dessa vez, vamos falar da fábrica de brinquedos Estrela, num texto originalmente escrito em espanhol pelo historiador Gregorio Centeno (site Playclicks), com tradução e edição do jornalista Carlos Alberto Guimarães (Fórum PlayBrasilmobil).

Nasce uma 'Estrella'

No fim dos anos 20, a indústria de brinquedos no Brasil é praticamente inexistente. A produção nacional era escassa e a imensa maioria dos brinquedos encontrados nas lojas era importada, sobretudo da Alemanha, França e Estados Unidos.

No entanto, esta situação mudaria na década seguinte. Com a chegada ao poder de Getulio Vargas, em novembro de 1930, seriam assentadas as bases para a mudança da economia rumo a um modelo industrial. Coloca-se em prática um processo de industrialização do país que o permite ser cada vez menos dependente do exterior em matéria de bens manufaturados, com a produção nacional incentivada a partir do Estado. É aí que uma empresa radicada em São Paulo e dedicada à fabricação de embalagens de metal para alimentos e bebidas começa a fabricar em série brinquedos de latão. Estamos falando da Metalúrgica Matarazzo, que durante várias décadas criaria charmosos brinquedos sob a marca Metalma.

Junto à gigante Matarazzo, outras empresas de brinquedo menores tentavam abocanhar uma fatia do mercado paulista. Como a de Constatinto Tonatti, uma modesta fábrica especializada em bonecas de pano que, no início de 1937, atravessa um momento econômico complicado. De origem italiana como os Matarazzo, Tonatti não teve a boa estrela que sempre acompanhou aquela família, embora tenha batizado exatamente assim seu pequeno negócio: Manufatura de Brinquedos Estrella (com duas letras “L”, conforme a grafia portuguesa da época). Em junho daquele ano, após declarar falência, Tonatti venderia a empresa a Siegfried Adler.

Outra vez, um imigrante alemão fugindo da Alemanha nazista seria o protagonista da origem de outra grande empresa de brinquedos brasileira, a Estrela. Assim como Ralph Rosenberg, fundador da Trol, Siegfried Adler chegara ao Brasil também em meados dos anos 30 e se instalara em São Paulo. No entanto, a estratégia empresarial de cada um seria bem diferente. Enquanto Rosenberg cria a Trol a partir do nada, Adler decide começar a partir de uma base já existente, a pequena fábrica de bonecas de pano de Tonatti.

Durante os primeiros meses, já com Adler à frente dos negócios, mantém-se a produção de bonecas de pano, embora cada vez mais sofisticadas. Mas logo se iniciaria a fabricação de outros tipos de brinquedo, em metal e madeira. Os novos produtos são bem-sucedidos e a carteira de clientes da Estrela não parou de crescer. Em 1940, a variedade de bonecas e brinquedos de madeira já era considerável. Em meados desta década, o catálogo da Estrela incorporaria também trajes e armas do Velho Oeste, jogos de construção, patinetes, joguinhos educativos etc. Como se vê, a aposta de Adler nos brinquedos foi clara desde o primeiro momento, contribuindo de maneira decisiva para o que seria, anos depois, a grande indústria de brinquedos do Brasil. Em 1944, a empresa se torna sociedade anônima. Ao fim do mesmo ano, altera levemente sua razão social, passando de Estrella para Estrela.

A revolução do plástico

A chegada do plástico, encerrada a Segunda Guerra Mundial, marcaria a primeira grande revolução no setor de brinquedos. As bonecas de pano e os brinquedos de madeira seriam os mais afetados, embora a Estrela não deixasse de fabricá-los. Esses primeiros anos da Era do Plástico pegaram Adler um tanto desprevenido, ao contrário do que ocorreria com a Trol, que desde o princípio já contava com o maquinário necessário para fabricar brinquedos neste novo tipo de material. No caso da Estrela, durante algum tempo ela dependeu de uma empresa externa que produzia as peças de plástico. Contudo, Adler logo daria fim a essa situação, conseguindo para sua empresa o melhor e mais inovador maquinário, bem como os melhores materiais para a fabricação de seus brinquedos. Em 1950, a variedade e a qualidade das bonecas da Estrela era altíssima – algumas delas contavam com mecanismos e movimentos totalmente inovadores.

Em 1958, morre Siegfried Adler, deixando como legado uma empresa fortemente consolidada, com ações negociadas em bolsa e escritórios em todos os estados da Federação e em vários países da América e Europa. Em 1964, tendo concluído seus estudos nos Estados Unidos e após vários anos de formação em companhias de brinquedos daquele país, seu filho, Mario Adler, assume a direção da Estrela. Ele seria o encarregado de modernizar a empresa e de implantar uma estratégia de marketing, apostando desde o primeiro momento na presença em feiras internacionais. De fato, é o próprio Mario Adler quem comparece a elas. A partir dessas visitas e de negociações posteriores, chegaram ao Brasil diversos brinquedos de sucesso em outros países. Os produtos licenciados, aliás, sempre desempenharam um papel importante na estratégia empresarial da Estrela. 


Nos anos 80, a Estrela mantinha-se na vanguarda da indústria de brinquedos nacional. Ao sucesso alcançado nos anos 70 por sua Barbie e seu Falcon, se somariam agora os Comandos em Ação. A empresa foi ainda a pioneira na introdução de jogos magnéticos e eletrônicos. Em 1989, a Estrela abre sua própria fábrica na Zona Franca de Manaus, para onde destina a maior parte da produção de brinquedos de plástico.

A situação econômica desconfortável e o posterior desaparecimento da Trol em 1993 permitiram à Estrela adquirir algumas de suas licenças, como por exemplo, a do Playmobil. A Estrela deteria esta licença exclusiva até 1997, embora o último catálogo com novidades seja o de 1995. A produção do Playmobil era concentrada na fábrica de Manaus. Em 1997, ano em que deveria ser renovada a licença caso as duas partes assim concordassem, a Geobra comunicou à Estrela que preferia que esta deixasse de produzir o Playmobil e passasse a importá-lo. Isto representava maiores custos para a Estrela, que decidiu não aceitar as novas condições e, assim, não renovou o licenciamento. 

A invasão chinesa

A robustez da empresa, somada à estratégia de licenças com multinacionais do setor para comercializar com exclusividade alguns de seus brinquedos mais vendidos, permitiu à Estrela enfrentar com alguma segurança a década de 90, anos amargos para a indústria nacional de brinquedos. A drástica redução de tarifas de importação estabelecida pelo governo no começo dos anos 90 propicia a entrada maciça dos brinquedos chineses no mercado brasileiro. Incapazes de competir com os preços ínfimos dos produtos “Made in China”, muitas empresas se veem obrigadas a fechar as portas. Diante do risco de aniquilação da indústria nacional, o governo reverte o quadro em julho de 1996, introduzindo medidas protecionistas a fim de tornar o setor mais competitivo.

Contudo, a crise dos 90 também afetou a Estrela, provando ser necessária uma reestruturação que reduzisse custos e saneasse suas contas. Mario Adler decidiu confiar esta missão a Carlos Tilkian, executivo egresso da multinacional Gessy Lever, transformando-o no presidente executivo em julho de 1995. Coisas do destino, uma das medidas que teve de adotar foi a transferência de parte da produção para a China. Mas neste cenário, Adler já não se sentia tão à vontade, pois esta não era mais a sua Estrela. Em abril de 1996, Tilkian adquire 85% das ações da companhia e assume o controle.

Com filosofia e estratégia empresariais adaptadas ao século 21, Tilkian soube manter a Estrela no firmamento do mercado. Em 2012, a empresa celebrou 75 anos. Sua história faz parte da história do Brasil e da memória afetiva de todo colecionador. Seus brinquedos marcaram a infância de milhões de meninos e meninas que um dia já brincaram com as bonecas Pupi, Gui Gui, Susi, Sapequinha; com o Banco Imobiliário, o Autorama, o Falcon, os Comandos em Ação... e, claro, com o Playmobil!


Foto cedida por Ana Caldatto

Evolução do logotipo da Estrela, desde a fundação em 1937
Evolución del logotipo de la industria brasileña de juguetes Estrela
Various logos from Brazilian toy manufacturer Estrela


.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EXPOSIÇÃO 40 ANOS - RIO


Os colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil iniciaram neste fim de semana a montagem da exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”. O evento acontece no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, entre os dias 17 de outubro e 23 de novembro de 2014 e celebra em alto astral o aniversário do quarentão mais enxuto do mundo dos brinquedos.

São quase 300 metros quadrados dedicados à história do Playmobil, desde seu nascimento em 1974, na Alemanha, até os dias atuais. Painéis gigantes relatam a evolução do brinquedo ao longo das quatro décadas no Brasil e no mundo. Caixas raras nacionais ocupam as vitrines ao lado das últimas novidades da Europa. Dez dioramas recriam cenários clássicos, como o Velho Oeste e a conquista do espaço sideral, passando pela magia do Circo e o Mar dos Piratas.

O destaque desse ano fica por conta do 4° Salão de PlaymoArte – onde fotógrafos e artistas plásticos de todo o país mostram suas criações tendo como inspiração o sorridente bonequinho. Ali estão obras de Heberth Sobral (artista carioca, assistente do premiado Vik Muniz), Rodrigo Pereira e Lela Vianna Valério (com suas intervenções urbanas, como as “cabeças Playmobil”), Carolina Garcia (jovem pintora) e Louis Vasconcelos (ilustrador digital de Fortaleza); além dos fotógrafos Juliano Zanotelli (Florianópolis), Otavio Vicentini (Itapira, SP), Marcos Rossetton (docente e stylist de moda de São Paulo, com intervenções de fotos bordadas em tecido), Júnior Nascimento (Rio), André Vezo (Rio), Bruno Monnerat Campos (Rio), Fernanda Araújo (Pouso Alegre, MG) e Maria Moysés (Belo Horizonte, conhecida internacionalmente por seu trabalho “iloveplaymo” no Instagram).

 

Paralelamente à comemoração dos 40 anos, os colecionadores do PlayBrasilmobil estão participando, a convite do museu, da exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil”. Baseado numa gravura de Debret, foi montado um diorama que recria o momento do desembarque da arquiduquesa austríaca Dona Leopoldina, esposa de Dom Pedro, no Rio de Janeiro, em 1817. O cenário mescla bonecos originais com figuras customizadas. A Família Real e sua corte, soldados, escravos e o povo do Rio foram recriados em detalhes. Conferindo ainda mais charme ao cenário, o mar sobre o qual está montado o diorama é uma tela de autoria do conceituado marinhista Quental, criada exclusivamente para o evento.

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio, e abre de terça a domingo. O ingresso custa R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca. Crianças até cinco anos de idade e idosos acima de 65 anos não pagam ingresso, assim como alunos e professores das escolas públicas. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros entre 60 anos e 65 anos pagam a metade do valor.

Serviço:
Exposição “40 Anos Playmobil – O sorriso mais famoso de todos os tempos”
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Marechal Âncora, sem número (próximo à Praça XV) – Centro – Rio de Janeiro
Data: de 17 de outubro a 14 de dezembro de 2014 [prazo prorrogado pela organização]
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. O museu não abre às segundas.
Ingresso: R$ 8 de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca.
Meia entrada: Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos.
Gratuidades: Crianças até cinco anos de idade; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia; sócios do ICOM (International Council of Museum); e funcionários do IBRAM e do IPHAN.
Agendamento de excursões: (21) 3299-0360 ou pelo e-mail mhn.educacao@museus.gov.br
Colaborações para o evento: http://bit.ly/playnomuseu



Exposição comemorativa dos 40 anos do Playmobil, em fase de montagem
Exposición conmemorativa a los 40 años de los Click, todavía en montaje
Brazilian collectors preparing the Playmobil 40 years Exhibition in Rio



.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

IMPERATRIZ DO SORRISO


Ao completarem 40 anos de existência, os bonecos Playmobil se preparam para cumprir uma importante missão: participar, no Museu Histórico Nacional, da exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil”. Dezenas de bonecos e peças de colecionadores de todo o país estarão expostos no diorama que recria o momento do desembarque da arquiduquesa austríaca Dona Leopoldina, esposa de Dom Pedro, no porto do Rio de Janeiro, em 1817.

A montagem faz parte do módulo “A Imperatriz Leopoldina no imaginário popular” e pretende resgatar, de forma lúdica, um momento-chave da história nacional. Organizado pelos colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil, o cenário mescla bonecos originais – fabricados desde 1974, na Alemanha – com outros customizados, ou seja, artisticamente modificados para retratarem com mais fidelidade o período em questão. Nobres, escravos, soldados e o povo do Rio foram recriados com capricho pelos colecionadores. Para dar ainda mais charme ao cenário, o mar sobre o qual estará montado o diorama será uma tela de autoria do conceituado marinhista Quental, criada exclusivamente para o evento.

A exposição “Com a palavra, D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil” estará em cartaz de 14 de outubro de 2014 a 1º de março de 2015 no Museu Histórico Nacional (Praça Marechal Âncora, sem número, no Centro do Rio de Janeiro). E o sorriso Playmobil estará presente nessa festa.

  


Dom Perdro I e Dona Leopoldina, ambos Playmobil, em breve no Museu Histórico Nacional
Clicks customizados en figuras históricas de Brasil para la Exposición de coleccionistas
Brazilian historical figures customized in Playmobil to be shown at a museum in Rio


.